Portugal e Espanha partilharam experiências
no domínio da INTEROPERABILIDADE de Sistemas de Informação na Saúde
No encontro realizado a 28 de Janeiro de 2008, promovido pela Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde com a colaboração da Fundacion Bamberg, ficou patente para a numerosa assistência a importância do tema, tanto para Portugal como para Espanha. Jesus Garcia Marcos, Subdirector Geral do Ministério da Saúde espanhol, expôs as iniciativas para fazer interoperar os diversos sistemas de saúde das distintas regiões autónomas. Problema complexo que decididamente estão a enfrentar. Andrès Carrilho Gonzalez, do Serviço Murciano de Saúde, deu uma visão muito clara da importância que as autonomias dedicam ao assunto, no ambito das competências próprias de gestão do sistema de saúde e da evolução que reputam necessária. Não irá ser possível atingir um grau adequado, sem a "tarjeta sanitária única" e sem um forte investimento nas infrestruturas dce comunicações. A História Clínica portável é um objectivo.
A sessão foi aberta por Manuel Teixeira, Presidente da ACSS, que esclareceu os caminhos que que a ACSS voi trilhar, e que foram, no encerramento, referidos com bastante detalhe por Fernando Mota, Vice Presidente da ACSS e por Rosalia Dias, Directora Coordenadora de Sistemas e Tecnologias de Informação. A necessidade de estabelecer as regras para que os diversos sistemas instalados e a instalar, possam falar entre si, é uma questão premente.
Várias grandes empresas expuseram também os seus pontos de vista, desde a PT Prime, a Oracle, a Siemens, a Intersystems, a Indra, a IBM, a SUN, a SAP e a CPCHS. Não foi difícil concluir que todas se encontram apetrechadas para enfrentar o desafio, tendo sido referidas diversas experiencias quer em Portugal quer no estrangeiro.
Houve ainda um debate em que José Maria Vergeles, do Serviço Extremenho de Saúde, e Mar Pereira Alvarez, do Serviço Galego de Saúde, expuseram a situação nas suas autonomias e trocaram impressões com Paulo Derriça do Hospital de Santa Maria.
REPORTAGEM DIÁRIO MEDICO
"La calidad asistencial exige un mínimo de interoperabilidad entre autonomías"
La calidad asistencial y la equidad en el acceso a la atención de los pacientes desplazados exigen que "el proyecto planteado por el Ministerio de Sanidad y las autonomías en el Interterritorial para unificar las historias electrónicas (ver DM del 11-x-2007), establezca unos mínimos de interoperabilidad, de la información que debe compartirse y de la seguridad en la transmisión de datos.
Desarrollar la I+D en tecnología es importante para alcanzar este objetivo, pero hay que dar prioridad a la funcionalidad de los sistemas y diseñar estrategias para poner en práctica una gestión efectiva".
Así lo señaló José María Vergeles, director general de Formación y Calidad Asistencial de la Consejería de Sanidad de Extremadura, en una jornada organizada por la Fundación Bamberg y celebrada en Lisboa. En su opinión, "la informatización sólo tiene ventajas para optimizar el tiempo y los recursos, pero la coordinación técnica no es suficiente y hay que desarrollar estrategias como los proyectos Cívitas (ver DM del 19-VII-2005) y Jara, con los que hemos informatizado el registro de centros y el de profesionales, la historia electrónica -en desarrollo- y el intercambio de información de la asistencia al dependiente".
Por su parte, Jesús García Marcos, subdirector de Sistemas de Información del ministerio, comentó que "el Sistema Nacional de Salud es el que posibilita el intercambio de datos entre las comunidades y que el proyecto i2010 es el marco en el que promover la interacción entre los países de la Unión Europea. "Se pilotará hasta marzo y estará operativo tres años para coordinar la atención transfronteriza y garantizar la interoperabilidad".