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Friday, September 21, 2018

 

 

 

 

O Secretário de Estado da Saúde abordou e discutiu durante mais de três horas com os principais dirigentes dos hospitais do norte o tema candente da livre escolha, ou, mais própriamente o LAC Livre acesso e circulação no Serviço Nacional de Saúde.
A medida, uma das bandeiras de mudança das atuais políticas de saúde, visava melhorar o acesso através da otimização dos recursos instalados motivando o doente a optar por hospitais com menos tempos de espera. Os resultados ao fim de dois anos não permitem grandes conclusões e os sentimentos são difusos e contraditórios.

Por um lado, a maior utilização da liberdade concedida verificou-se mais por motivos de proximidade geográfica, o que deixa em evidência que os critérios de referência da rede hospitalar que se baseia em divisões administrativas hoje completamente desajustadas face à evolução dos núcleos populacionais e ao desenvolvimento das vias de comunicação, quando se esperava que os movimentos fossem determinados pela menor espera e pela oferta livre disponível de serviços. Por outro, a liberdade ficou coxa, porque nem o dinheiro nem os recursos seguiram o doente, o que impediu os ajustamentos na oferta, com os óbvios efeitos preversos. Procura acrescida sem meios e recursos novos provocam inevitávelmente um aumento dos tempos de resposta e uma pressão adicional sobre os níveis de qualidade.

As situações mais preocupantes verificam-se nas cinturas das grandes cidades de Lisboa e Porto. É necessário reequacionar os processos de atribuição de meios. Os hospitais não possuem mecanismos de ajustamento da oferta automáticos nem autonomia significativa para proceder ao redimensionamento de meios.

Manuel Delgado abordou muitas outras matérias, entre as quais o sistema de vales de cirurgia para reduzir o tempo de espera, onde foram impostas restrições e alterações sobre cujos impactos não existem ainda grande evidência, e a resposta dos cuidados primários em termos de primeiras e segundas consultas. A verdade é que tarda em verem-se resultados significativos nesta última área que permitam diminuir o aumento constante de pressão sobre as urgências hospitalares.

A situação dos recursos humanos foi outro dos temas abordados, tendo Ana Rita Ramalho, presidente da ANEM Associação Nacional de Estudantes de Medicina, resumido as principais questões que provocam distorções nas distribuições geográficas e nas especialidades.


 

 

Franklim Ramos, médico e Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho considera que a gestão integrada da doença crónica com a participação dos médicos de família, médicos hospitalares e enfermeiros de família bem como psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, será determinante na melhoria da acessibilidade, equidade e resolubilidade, incluindo a livre escolha no SNS. 

Para ele a telemedicina será o instrumento integrador.

 

 

 

 

 

Participantes

Centro Hospitalar do São João
Xavier Barreto
Diretor do Departamento de Ambulatório 
Lúcia Costa
Diretora da UAG de Medicina
Carolina Alves
Responsável pelo Gabinete de Auditoria


Centro Hospitalar Tâmega e Sousa
Lícinio Soares
Diretor Clínico
José Ribeiro
Enfermeiro Diretor
Barros da Silva
Médico



Mais participantes

Alfredo Loureiro
Diretor do Serviço de Nefrologia do IPO Porto
Carlos Alberto Silva 
Administrador Hospitalar do CHSJ
Catarina Aguiar Cardoso
da ULSM
Eduardo Castela 
Serviço de Cardiologia Pediátrica do CHUC
Elisabete Castela
Administradora Hospitalar do CHP
Fernando Miguel Pereira
Administrador Hospitalar do CHSJ
Francisco Rocha Gonçalves
Vogal Conselho de Administração do IPO Porto
Ilídio Cadilhe
Vogal Conselho de Administração do IPO Porto
José Veiga Fonseca
Vogal de Conselho Diretivo do CHSJ
João Aguiar Coelho
Administrador Hospitalar do IPO Porto
Luís Sousa Magalhães
Consultor de Anestesiologia do CHEDV
Manuel Silva Rocha
Vogal Conselho Diretivo da Unidade Autónoma de Gestão de Cirurgia do CHSJ
Maria Mar Pereira Cunha
Enfermeira Especialista do CHVNG
Marta Pinho 
Técnica do Serviço Auditoria Interna do IPO Porto
Rosa Begonha 
Diretora Clínica do IPO Porto
Sandra Santos
Coordenadora ULGA do CHMT
Sónia Cruz 
Responsável do Serviço de Auditoria Interna do IPO Porto
Vitor Santos
ULSM

 

 

 

 

28 Novembro 2017 | PORTO
das 9h00 às 12h30
Salão Nobre
Secção Regional Norte da Ordem dos Médicos
R. Delfim Maia 405, 4200-256 Porto


Encontro de Gestores
Livre Escolha Na Saúde
E agora?

9h00 Receção | Abertura e boas-vindas
9h30
Manuel Delgado
Secretário de Estado da Saúde
António Araújo
Presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Médicos
Livre Escolha e Livre Circulação
Melhorou-se o acesso? Melhorou-se otimização de recursos?
Melhorou-se a Qualidade?
Ou só tempo e a comodidade?

10h30
Mesa Redonda
Debate

Os impactos nos Hospitais:
Uma realidade diversa.

Preferidos versus Preteridos
Todos ficaram melhor ou todos ficaram pior?
Mudou a relação entre os Cuidados Primários e os Cuidados Hospitalares?
Numa ULS como funciona?
E nas Parcerias Publico Privadas?
Existe continuidade clínica?

Presidentes do Conselho de Administração 

António Oliveira e Silva Centro Hospitalar do São João | Paulo Barbosa Centro Hospitalar do Porto | António Dias Alves Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia | Carlos Alberto Centro Hospitalar Tâmega e Sousa | Laranja Pontes IPO Porto | Franklim Ramos Presidente da ULSAM | Taveira Gomes Diretor Clínico da ULSM | António Barbosa Centro Hospitalar Médio Ave

entre outros...

Ana Rita Ramalho
Presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina ANEM

Moderador
Carlos Tomás
Presidente APEGSAUDE


12h30 Fecho

 

Laranja Pontes, médico e Presidente do Conselho de Administração do Instituto Português de Oncologia do Porto refere que para melhorar o livre acesso dos doentes a todas as instituições do SNS, é necessário centrar o foco nas necessidades dos doentes, e não nas localizações das instituições ou mesmo das derivas corporativas, e com outros parceiros eliminar as determinantes sociais que tenham influencia na saúde e que sejam obstáculos ao acesso.

Será ainda necessário o reforço da autonomia das Administrações para que ponham planos de ação em marcha, e sejam premiadas pelos resultados alcançados por métricas transversais, e não por inatividade ou geração de divida.

De uma vez, o financiamento deve ser dirigido para quem trata os doentes bem em ambiente de qualidade reconhecida e dirigido para as práticas transversalmente interessantes e estrategicamente definidas.

O dinheiro deve seguir o doente dentro do SNS.

 

 

Para Carlos Alberto Silva, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, a livre escolha absoluta promoveria um enorme desequilíbrio na oferta de cuidados, em particular com desajustamentos geográficos que penalizariam mais as regiões menos favorecidas. 
O SNS deveria fortalecer-se na capacidade de fixar quadros no interior, com uma abordagem diferenciada para o litoral e para o interior só possível com um espírito de solidariedade e partilha de custos.

Não vê Portugal a pedir solidariedade à Europa, quando interessa, se não for capaz de mostrar solidariedade do litoral para com o interior.

 

 

 

 

 

Há um ano...


 

 

 

 

 

Manuel Delgado quer controlar a despesa em Saúde no último trimestre do ano 
O Ministério da Saúde está apostado em controlar a despesa do Serviço Nacional de Saúde (NS) até final deste ano, até porque, explicou Manuel Delgado, as contas da Saúde são das que mais pesam no défice.

Contudo, sobre a execução orçamental, o secretário de Estado da Saúde teme que a meta estabelecida para a despesa com a farmácia hospitalar seja «uma estimativa muito otimista» e que possa pôr em perigo o cumprimento do estabelecido no Orçamento do Estado (OE) para 2016.
Veja mais aqui

Notícia Tempo Medicina

 


 

Urgências e consultas hospitalares: livre acesso promove a «eficiência e a qualidade dos hospitais»
Em apenas três meses, 11% dos doentes encaminhados para consultas hospitalares pediram a derivação para 
outros hospitais, por aconselhamento do seu médico ou por opção individual. De acordo com Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde, este fenómeno de transferência foi mais notório nas áreas de dermatologia (15%), cardiologia (14%), ortopedia (12,3%), gastroenterologia e urologia (ambas com 12%), ginecologia (8,7%), obstetrícia (6,6%) e cirurgia geral (5,8%).

Todas estas especialidades "são clinicamente sensíveis em termos de resposta, isto é, são áreas onde a resposta é muito diversa consoante a zona do país e onde suspeito que a oferta não consegue dar satisfação confortável à procura", explicou o governante na conferência(...).
Ver mais aqui 


Notícia JustNews

 

 



Hospitais que receberem a preferência dos doentes irão ter mais verbas ao longo do ano.
A tutela quer que os contratos-programa dos hospitais para 2017 sejam assinados antes do final deste ano.

Uma das novidades que está a ser trabalhada na contratualização para o próximo ano é o pagamento adicional para as unidades que receberem doentes fora da área de influência, consoante a atividade realizada.

Fernando Araújo espera que a liberdade de escolha dentro do SNS possa pôr o número de doentes operados fora do tempo máximo de resposta garantida de novo a diminuir, depois de 2015 ter revelado dados preocupantes...
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Fotografia e notícia: Tempo Medicina


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